Estamos nos reunindo
todo 2º Sábado de
todo mês, exceto Janeiro,
no Instituto Emanuel,
Av. Cora Coralina,
nº 101 - Setor Sul
Goiânia - GO
às 17:30 h.
ESPERAMOS VOCÊ !
|
Propostas:
No II Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção ocorrido em Itapetininga/SP – maio/97, três grandes tendências de trabalho foram reconhecidas:
A primeira é a dos grupos de pais adotivos que acompanham as famílias adotivas, trabalhando preconceitos e divulgando a vivência da adoção de forma plena;
A Segunda refere-se aos grupos de estudos sobre adoção, que desenvolvem pesquisas científicas em parceria com universidades, oferecendo embasamento acadêmico ao movimento;
E a terceira é a de grupos de apoio à adoção, entidades que atuam fundamentalmente nas áreas de encaminhamento de crianças institucionalizadas e acompanhamento de famílias adotivas, com ênfase especial nas adoções inter-raciais, tardias e de grupos de irmãos.
Todos lutam por um Brasil melhor, onde a cultura da adoção seja consolidada, no sentido de desinstitucionalizar o maior número possível de crianças.
A proposta que apresentamos, pelo menos a princípio, estabelece aspectos das três tendências descritas e somente com a evolução do grupo e do trabalho é que vai ser descoberta a vocação deste grupo de apoio à adoção.
O grupo será formado por profissionais da área, pais e filhos adotivos, pretendentes à adoção e simpatizantes da causa. Pessoas que acreditam que o melhor ambiente para a criança/adolescente é a família, biológica ou substituta.
O grupo se propõe estabelecer um trabalho de apoio, esclarecimento, estímulo e preparação para os que estão ligados à questão da criança/adolescente em disponibilidade para a adoção, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, além de demonstrar e sensibilizar a comunidade sobre o assunto.
A necessidade de se direcionar esforços através de iniciativas como esta, se faz diante da realidade da criança brasileira, para atingirmos os seguintes objetivos:
- Promover a adoção e evitar a institucionalização das crianças;
- Desenvolver programas de apoio às crianças institucionalizadas, que não estão disponíveis para adoção;
- Acompanhar e apoiar famílias adotivas;
- Divulgar a prática da Adoção a fim de "educar" a comunidade, desmistificando preconceitos;
- Formar grupos de estudo sobre o tema ou correlacionados a ele;
- Prevenir o abandono, através de auxílio à gestante, criança e família;
- Estabelecer programa de Apoio e Cuidados à criança – especialmente bebês e crianças com problemas de saúde – através de lares provisórios, até a entrega ao adotante designado pelo Juizado de Menores;
- Estabelecer intercâmbio com outros grupos de apoio à adoção, para troca de experiências e iniciativas;
- Ser veículo facilitador para documentação, pesquisas e estudos científicos;
- Solicitar acompanhamento e recursos teóricos nas áreas universitárias e profissionais da comunidade, para os temas a serem desenvolvidos pelo grupo;
- Incentivar e dar subsídios à criação de novos grupos de apoio à adoção no interior do estado de Goiás.
O grupo deve se estabelecer junto ao Juizado da Infância e da Juventude de Goiânia – Goiás, selando o vínculo de compromisso de ambas as partes(profissionais e voluntários), cada segmento exercendo e contribuindo da melhor forma possível.
O local para as reuniões, deverá ser adequado ao número de participantes e as dinâmicas de abordagem serão produtivas e motivantes: palestras, filmes, depoimentos pessoais, troca de experiências, reportagens, livros, grupos de estudo, visitas institucionais, plantões de ajuda, encontros e palestras públicas, confraternizações são recursos que o grupo deve se propor alcançar.
Para a execução da proposta, o grupo espera contar com os recursos materiais facilitados pelo Juizado da Infância e Juventude de Goiânia: xerox, correspondências, ligações telefônicas, aparelhos eletrônicos tais como projetores, televisão, vídeo-cassete - são exemplos do que deveremos necessitar.
Ao grupo todo, caberá a busca de autonomia financeira e patrocínios, o que acontecerá, com certeza, a medida que o trabalho for reconhecido pela comunidade.
Os temas dos encontros, que poderão ser mensais, com agendamento fixo(horário, dia do mês e local), deverão ser votados pela maioria dos participantes, mas como sugestão, temos os que já foram abordados por outros grupos de apoio à adoção, abaixo discriminados:
- A motivação para a Adoção
- Troca de Experiências entre Famílias Adotivas e Pretendentes à Adoção
- Adoção de Crianças com problemas de Saúde/Necessidades Especiais
- Adoção em seus diferentes aspectos: social/político/psicológico/espiritual
- Os aspectos jurídicos e a Adoção
- A demora e a ansiedade para a chegada do filho
- Adoção tardia e Inter-racial
- A pedagogia do Adotado
- Como e quando contar ao filho que ele é adotado
- Crianças Institucionalizadas: Análise do Abandono
- Pais Biológicos e a Busca da Origem
- Grupo de apoio à Adoção e as Crianças Institucionalizadas
- Adoção: Conceitos e Preconceitos
- A Adoção e relacionamento Familiar
- Filhos Biológicos/Irmãos Adotivos
- Filho de "criação" e a cultura da Adoção
- Modelo Familiar Moderno
- Idealizando o filho perfeito
- Hereditariedade e Meio
- Depoimentos de Crianças Institucionalizadas
- Acompanhamento preventivo na Adoção Tardia
- Adoção: Gestação de Risco?
O grupo, que assina este documento, e tem uma boa parceria com a equipe do Juizado da Infância e Juventude de Goiânia, na pessoa de seu Magistrado Titular, finaliza o presente documento, citando trecho do livro Os Filhos do Governo de Roberto da Silva, ele próprio criança que viveu o abandono e a institucionalização:
"Os grupos de apoio à adoção são, portanto, a resposta prática e efetiva que a própria sociedade dá, no sentido de assumir as responsabilidades pelos filhos que ela mesma gera ou permite gerar e devem ser hoje entendidos como a mais eficaz das estruturas auxiliares do Poder Judiciário e da sociedade para evitar a institucionalização e a brutalização das crianças.
Além do caráter altruísta e humanitário da adoção, ela deve entendida também em sua dimensão política, que é a possibilidade real de uma criança ou de um adolescente resgatar a dignidade de ser humano e de exercer plenamente os direitos de cidadania que, de outra forma, nunca seriam reconhecidos a quem foi abandonado, institucionalizado e brutalizado pela dureza das condições em que foi criado."
|